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| Beyoncé põe 14 mil pessoas para dançar no Rio |
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| Seg, 08 de Fevereiro de 2010 12:48 |
Primeiro show da cantora na cidade teve lotação esgotada.
O carnaval carioca começou um pouco mais cedo este ano. Pelo menos para as 14 mil pessoas que lotaram a HSBC Arena na noite deste domingo (7) e puderam acompanhar de perto a primeira apresentação de Beyoncé na cidade. Tão animado quanto um desfile de escola de samba, o show teve duas horas de duração e sacudiu o público, que cantou e dançou junto com a cantora por cerca de duas horas.
Pouco depois das 19h, Wanessa subiu ao palco para o show de abertura. Sem banda, cantou por cerca de 20 minutos (covers, em sua maioria, como “Hips don’t lie”, de Shakira) acompanhada apenas por quatro dançarinas e um DJ. Vestida com uma roupa branca e justa, com detalhes em prateado, não chegou a empolgar o público, que aguardava mesmo a atração principal. Com um atraso de pouco menos de meia hora, Beyoncé subiu ao palco para delírio da plateia. Um telão de altíssima definição exibia imagens do palco e da competente banda formada apenas por mulheres. “Deja vu” e o sucesso “Crazy in love” foram executadas em sequência, seguidas por “Naughty girl”, “Freakum dress” e “Get me bodied”, o que garantiu um início de show acelerado.
“O melhor lugar do mundo é o Brasil. Digo isso do fundo do meu coração. Estou muito feliz por estar aqui”, disse a cantora, pouco depois da primeira de uma dezena de vezes em que troca de figurino. Suas roupas, aliás, procuram sempre destacar os seios e pernas, as partes mais exageradas, por assim dizer, de sua silhueta. Beyoncé é extremamente simpática. Além de sorrir sempre, brinca com sua banda e seus bailarinos - quando as agitadas coreografias permitem -, faz elogios ao público e convida todo mundo a cantar junto com ela. “Sei que as pessoas do fundo são as que se divertem mais”, grita a diva, fazendo um agrado aos ocupantes dos lugares menos privilegiados.
Após vestir uma espécie de vestido de noiva estilizado durante as canções mais românticas do setlist, é a vez de trocar de roupa novamente para “If I were a boy”, num dos momentos mais rock ‘n’ roll da apresentação. Rock ‘n’ roll também são as musicistas de sua banda que, vez por outra, arriscam solos e improvisos de guitarra e saxofone. Uma versão de “You oughta know”, da canadense Alanis Morissette, levanta suspeitas definitivas de que Beyoncé é uma grande admiradora do gênero. Apoiadas no repertório e coreografias do show, as cores e imagens exibidas no telão criavam o cenário perfeito para cada canção, como na balada “Smash into you”, onde o fundo do mar azul tomou o palco. Ou em “Radio”, em que são exibidas cenas caseiras da cantora ainda criança, muito antes de se tornar a artista vencedora de seis prêmios na mais recente edição do Grammy, realizado no último dia 31. Beyoncé faz o primeiro de seus dois shows na HSBC Arena, no Rio de Janeiro, neste domingo (7). (Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo )Homenagens Um trecho instrumental do show relembrou “Billy Jean”, “Smooth criminal” e “Beat it”, sucessos de Michael Jackson, tempo suficiente para que a cantora mudasse de lugar e aparecesse de surpresa, segurando uma bandeira brasileira, num pequeno palco erguido no centro da arena. Dali, comandou o show quase que até o fim, ora em companhia dos dançarinos, ora apontando para as arquibancadas, descrevendo espectadores e lendo faixas e cartazes. Em “Say my name”, perguntou o nome de um rapaz na pista. “Cauê”, ele respondeu. E, de improviso, encaixou o substantivo próprio na letra da canção, enquanto o telão exibia imagens do incrédulo homenageado.
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